Usuários de drogas atacam ônibus no centro de São Paulo
Policiamento foi reforçado e a Polícia Civil investiga os fatos
Policiamento foi reforçado e a Polícia Civil investiga os fatos
Após tentativa de remoção do fluxo de usuários de drogas no
último final de semana, uma confusão ocorreu na tarde desta terça-feira (11) no centro da
capital paulista, na região onde atualmente se encontra parte da chamada
Cracolândia.
Vídeos que tem circulado nas redes sociais mostram usuários
de drogas correndo pelo centro de São Paulo, depredando ônibus e saqueando um
caminhão.
A Agência Brasil procurou a Secretaria de
Segurança Pública (SSP) de São Paulo para obter mais informações sobre a
ocorrência. No início da noite de hoje, a SSP respondeu à reportagem que ao
menos três ônibus e um caminhão coletor de lixo foram danificados na confusão e
que um cobrador [de um coletivo] ficou ferido ao tentar sair do local. A nota
da secretaria informa que duas pessoas foram presas após depredarem ônibus.
Segundo a secretaria, o policiamento foi reforçado na região e a Polícia Civil
investiga os fatos.
Na noite de sábado, a Cracolândia foi alvo de uma operação
envolvendo a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar (PM). A ação fez os
grupos se deslocarem para debaixo de um viaduto próximo à Marginal Tietê. Mas,
já no domingo, eles deixaram o local e voltaram a se dispersar pelas ruas
do centro da capital.
Procurada pela Agência Brasil, a SPTrans, que administra o sistema de transporte público de ônibus na capital paulista, informou que seis ônibus foram atacados, por volta das 13h, na região central de São Paulo. “A SPTrans mantém contato com a PM em relação às ocorrências de violência no transporte público e esclarece que todos os registros que recebe de usuários são comunicados ao setor de inteligência das autoridades policiais”, diz nota.
Cracolândia
A Cracolândia é o nome popular dado a uma região no centro da
capital paulista que era ocupada por usuários e dependentes de drogas. Durante
30 anos, o fluxo vivia no entorno da Praça Júlio Prestes, na região da Luz, no
centro da capital. Em março do ano passado, eles migraram para a Praça Princesa
Isabel e permaneceram nesse local até maio, quando foi realizada uma grande
operação policial que terminou com a morte de um homem. A partir daí, o
fluxo se dispersou pela região central da capital. Desde então, as operações
policiais têm sido frequentes para continuar dispersando os usuários que tentam
se concentrar em alguma rua central.
A polícia e o governo paulista defendem que dispersão facilita a abordagem aos usuários. Especialistas, no entanto, tem criticado as operações policiais, dizendo que elas não resolvem o problema e aumentaram a violência no centro da capital.
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